sexta-feira, 9 de março de 2018

SID & NANCY - O FILME



Vida louca, Vida Breve

Não existe um livro sobre Sid e Nancy.
Eles não viveram muito para contarem sua própria historia.
Todas as fontes escritas em biografias e revistas são relatos de terceiros.Lembranças turvas de uma época em que todos estavam chapados, uns mais do que os outros.Tudo é vago e nada confiável.Os registros existentes são os tablóides sensacionalistas da época e as centenas de fotos que hoje você pode encontrar na internet.

A mãe de Nancy Spungen escreveu um livro, no melhor estilo “Casos de família”, sobre como foi difícil criar sua filha hiperativa, problemática e drogada. E que foi até um alivio (?!?!?) o desfecho de toda a história.

Sobre Sid Vicious, temos um pouco mais de material, mas no fim é sempre mais do mesmo.Garoto problemático que ajudava a sua mãe a vender drogas, vira punk mais pelo visual do que pela ideologia, é convidado por seu amigo John Lydon, para ser o baixista da banda Sex Pistols. Apesar de Sid nunca ter tocado um instrumento em sua vida !

Capa do VHS  lançado em 1986 no Brasil

Muitos consideram Sid e Nancy a versão moderna de Romeu e Julieta.
Uma comparação bem cretina na minha opinião.Amores destrutivos estão bem longe de amores românticos.
Pode ter até o mesmo final mas a trajetória é bem diferente.

Nancy Spungen era uma groupie de terceira.
Não tinha o mesmo “glamour” das outras "top groupies" da época: Bebe Buel, Sable Star ou a mais famosa Pamela Des Barres.No filme “Quase Famosos” de Cameron Crowe, Pamela serviu de inspiração para a personagem Penny Lane, interpretada pela atriz Kate Hudson, mas a historia nunca foi confirmada pelo diretor. 

Nancy colava em todos que fossem famosos, tentava fazer amizade com outras groupies para ter seus 15 minutos de fama e também drogas. Conseguiu sair com os Ramones, New York Dolls e Stooges. No livro “Mate-me Por favor” Iggy Pop confirma que saiu com Nancy algumas vezes mas achou melhor dispensá-la porque ela era problema. Imagine só !!! Ninguém mais queria ter Nancy por perto e a única solução era se mudar para a Inglaterra onde supostamente ninguém a conhecia.

Não demorou muito para que Nancy encontrasse com Sid Vicious. 
Não foi amor a primeira vista e pelos relatos de alguns músicos, Sid foi o único que aceitou a sua aproximação.Porque todas as bandas inglesas foram avisadas pelas bandas americanas sobre Nancy e sua obsessão por sucesso e heroína.

Andrew Schofield ( John Lydon ) _ o diretor Alex Cox_Gary Oldman ( Sid Vicious )
*sentido horário 

O filme “Sid e Nancy” de 1986, dirigido por Alex Cox,tem como foco os dois personagens muito bem interpretados por Chloe Webb  e Gary Oldman em inicio de carreira.

A licença poética está presente em boa parte do filme. Para quem conhece a historia sabe que muitos personagens importantes não aparecem e nem são mencionados.A trajetória do Sex Pistols é resumida ao máximo, fica até mais confusa do que foi na realidade.Mas o principal está lá, a perturbada relação do casal mais famoso do punk rock.

A atuação da atriz Chloe Webb é perfeita.Suas características físicas, aliadas a maquiagem e a voz extremante irritante, mostram bem a personalidade confusa e controladora de Nancy.

E em seu primeiro papel de destaque, Gary Oldman encarna o personagem como nenhum outro ator poderia fazer.Oldman consegue captar toda a agressividade, tédio, comportamento auto destrutivo e a fragilidade de um jovem totalmente perdido e a procura de atenção. A aparência física do ator com Sid Vicious era assustadora e todo o gestual e comportamento no palco são praticamente os mesmos.

Sid & Gary


No filme Sid mata Nancy. Sai da cadeia, come uma pizza e pega um táxi com Nancy e vai embora. Licença poética.

Na vida real, Sid talvez tenha assassinado Nancy. Existem muitas histórias, e a mais contada entre os amigos próximos era que Nancy foi morta por um traficante que entrou no quarto do casal para cobrar uma divida. As ultimas pessoas que viram Sid e Nancy juntos confirmam que Sid estava totalmente desacordado, após vários dias usando speed e heroína e quando foi preso estava totalmente catatônico.

Alguns dias depois, os amigos pagam a fiança de Sid que volta para sua vida normal. Drogas, brigas, cadeia, mais drogas e finalmente uma overdose. Fim.

Os filmes de Alex Cox sempre refletiram o melhor do espírito punk :  “Repo Man – A onda Punk”, “A Caminho do Inferno”, “Medo e Delírio em Las Vegas” ...  Além de contar com as participações especiais dos músicos do Pogues, Elvis Costelo e do amigo Joe Strummer, que também fez a trilha sonora para o filme “Walker” de 1987.


Após 30 anos “Sid e Nancy – Love Kills” continua sendo um dos poucos e bons registros sobre o punk rock e seu estilo de vida.Quando a musica era real, criativa, anárquica e porra louca total.


quarta-feira, 7 de março de 2018

COMMANDO - A autobiografia de Johnny Ramone




John William Cummigs era o típico garoto americano.
Gostava de basebol, rock’n’roll, colecionava cards e estudava em um colégio militar. Em parte porque queria agradar seu pai, que na juventude serviu no exercito, mas John era filho único e talvez por isso nunca foi recrutado.Tentou a carreira no basebol mas também não deu certo. Por mais que treinasse não conseguia se destacar entre os colegas.

Na adolescência cometeu alguns delitos, pequenos roubos e vandalismos.Com o passar do tempo ficou mais violento e se meteu com drogas pesadas.Sentia uma mistura de raiva e inconformismo. Foi preso algumas vezes principalmente por se meter em brigas e posse de drogas. Ficou nessa vida marginal por algum tempo até que um dia ele ouviu uma voz:

"Então, de repente, tudo mudou. Eu estava com 20 anos. Não sei o que era, Deus talvez, mas não era algo que eu tivesse ouvido antes. A voz perguntou: “O que você está fazendo com sua vida? É para isso que você está aqui?” Foi um despertar espiritual. Fui para casa e parei de usar drogas, parei de fazer todas aquelas coisas ruins e parei de beber. Não queria ficar sobre a influencia do álcool nunca mais. Queria ficar totalmente sob controle."    
  
Esse é o inicio da jornada de Johnny Ramone. Que começou a trabalhar na área da construção civil, não por gostar do trabalho, mas era seguro e uma maneira de guardar dinheiro para ter uma boa aposentadoria. E durante toda a trajetória dos Ramones essa era a meta, ter uma boa aposentadoria !

Johnny era um cara bem complexo; gostava de estar no controle, objetivo e pratico sabia o que fazer e como fazer.Nos primeiros capítulos do livro você percebe que ele era uma criança metódica e que possivelmente tinha TOC !!! Tamanha a sua obsessão em colecionar e organizar seus cards de beisebol. Tudo precisava estar no lugar e na ordem cronológica correta. Odiava pessoas desorganizadas e coisas sem propósito.

Era um colecionador de agendas também e anotava tudo o que achava importante.Gostava de fazer listas, melhores discos, livros, filmes, jogadores de basebol ... E durante anos, antes de formar os Ramones, fez uma serie de anotações, algumas mentais, sobre equipamentos, roupas, shows, como se comportar no palco, erros e acertos das bandas que gostava e não gostava.

Queria que houvesse uma simetria no palco, uma coerência com o visual, um uniforme, queria se diferenciar das outras bandas. Tinham que conquistar seu espaço, derrotar a concorrência. Amigos para que? Amigos não pagavam suas contas.

Ele era o comandante dos Ramones, isso é inquestionável.
Johnny via a banda como um trabalho a ser executado e ele tinha que ser executado da melhor forma. A sua única preocupação era com os fãs, eram eles que pagavam seu salário.

Essa maneira objetiva de ver as coisas servia para o bem e para o mal.
Por ser o cérebro e líder, Johnny era persona non grata, precisava dar ordens, controlar os colegas de banda para não beberem antes do show e não se drogarem durante as turnês.Não gostava de groupies, não via necessidade de ter amizade com outros músicos ou artistas. Ele era extremista de muitas maneiras, mas sem isso, com certeza, o Ramones não passaria do segundo álbum.Assim como aconteceu como várias bandas punks da época. 

“Eu realmente não conversava com ninguém. Ia para o GBGB e pensava: “Estou cercado por um bando de babacas”.(...) Eu não tinha amigos envolvidos na cena musical.Estávamos trabalhando.O GBGB era onde eu trabalhava.” 



Se Johnny era o cérebro, Dee Dee era a alma dos Ramones.
E essa relação de amizade que virou animosidade é contada _ mais ou menos _ por Johnny durante todo o livro.Se você conseguir um exemplar do livro “Coração Envenenado” biografia de Dee Dee, atualmente esgotada nas livrarias, terá mais detalhes das eternas brigas e discussões de quem era o opressor e quem era o oprimido. Fofocas a parte, Johnny ficava furioso ao ver Dee Dee sempre drogado e o quanto isso afetava a banda, porque suas idéias e composições eram essenciais para o grupo.

É interessante notar, que nos últimos anos da vida de Johnny, ele demonstra sua consideração a pessoa e ao trabalho de Dee Dee, apesar de algumas alfinetadas entre um elogio e outro.Coisa que não acontece com o baterista Marky; que ele considerava um interesseiro e o vocalista Joey, que foi ódio a primeira vista e seguiu assim até o fim da banda.

Engraçado saber que Johnny não fazia idéia da influencia dos Ramones sobre outras bandas e o quanto ele era conhecido e admirado por seus fãs.
O que ele considera apenas um trabalho, seria o seu grande legado para o rock’n’roll.

O livro foi escrito quando Johnny estava em uma fase bem avançada do seu câncer.

Você percebe que ele reflete sobre sua vida, as amizades e as pessoas que estão ao seu lado naquele momento. Mas sem arrependimentos sobre suas atitudes, sem conselhos sentimentaloides ou coisa do gênero.Objetivo e direto como sempre foi em sua vida e até o fim. 
Isso é ser punk! 


COMMANDO - A AUTO BIOGRAFIA DE JOHNNY RAMONE (2012)
AUTOR : JOHNNY RAMONE
EDITORA : LEYA 
ISBN : 9788580445749

sábado, 27 de janeiro de 2018

GUIA DE LEITURA - OS HERDEIROS DO REI - STEPHEN KING & FILHOS


É muito comum os filhos seguirem as carreiras de seus pais. Seja por imposição ou admiração, temos a probabilidade de 50% de dar certo ou não. Mas o talento não pode ser passado geneticamente _ por enquanto_ diferente da beleza, que pode facilitar a vida de filhos(as) de atores e modelos para conseguir aquela ajudinha no inicio de suas carreiras.

E ninguém aprende a ser um escritor na escola ou universidade, da mesma maneira que ninguém vira escritor da noite para o dia.Claro que existem cursos, palestras, encontros literários, oficinas de idéias, técnicas de redação...que podem tirar seu dinheiro_ geralmente muito dinheiro_ mas não garantem que você escreva um bom livro ou mesmo que escreva qualquer livro.

Você pode encontrar valiosas dicas em “Sob a Escrita” mas as principais são: leia muito e escreva todos os dias.

Acredito que isso nunca faltou na casa dos King: livros e escritores.
Apenas um livro de Tabitha King, esposa de Stephen, foi publicado no Brasil na década de 1980,“As miniaturas do Terror”.
Mas seu currículo conta com mais de sete livros publicados, vários contos e roteiros para televisão. Portanto, crescer nesta atmosfera literária e ter como exemplo os pais, contribuiu com metade da escolha de Owen King e Joe Hill.

A outra metade vamos conhecer agora >>


Joe Hill escolheu abreviar seu segundo sobrenome, Hillstrom, e não usar o King para não ser associado ao seu pai. Deu certo por um tempo, mas o “disfarce” não durou até seu primeiro livro. Seu estilo de escrita lembra um pouco o de SK. Possui os temas fantásticos, com direito a demônios, fantasmas, zumbis e poderes psiquicos. Só que ele consegue ser mais sarcástico, com umas pitadas de humor negro, usa mais diálogos e é menos descritivo.

“A Estrada da Noite” Primeiro romance de Joe Hill é uma miscelânea de referencias pop, a começar pelo titulo original :> “Heart Shaped Box” musica do grupo Nirvana. O personagem principal, Judas Coyne, é um cantor cinquentão decadente e excêntrico de uma banda de heavy metal, que coleciona objetos bizarros e macabros.Sua ultima aquisição, um paletó de um morto comprado pela internet, além de ser assombrado é amaldiçoado. A história lembra aqueles velhos episódios de “Além da Imaginação”, Jude está sempre em conflito com o que é real, o que é alucinação e seu peso na consciência, os fantasmas do seu passado. Não será o livro da sua vida, mas com certeza é uma boa leitura.

“O pacto” ou “Amaldiçoado” Você já riu de nervoso lendo um livro? Provavelmente você irá rir ou chegar bem perto com este. Logo no primeiro capitulo, os absurdos começam quando Ignatius Perrish _é cada nome que Joe escolhe... _ acorda e vê dois pequenos chifres crescendo na sua testa. Ele acredita que pode ser efeito da ressaca do dia anterior ou mesmo algum tipo de alucinação, porque só ele vê os chifres.Além disso ele começa a ouvir os pensamentos das pessoas e descobre que pode induzi-las à fazer coisas ruins. A cena em que ele está no consultório médico é hilária, no intimo todo mundo já teve vontade de ter poderes iguais nessa hora...sem mais spoilers! É uma historia de terror mas também acontece um clima de policial/investigação porque Ignatius foi acusado de matar a própria namorada e agora com esses “poderes” telepáticos ele pode chegar ao verdadeiro culpado, e é ai que a história fica tensa! Existe o filme mas você sabe como funciona, leia o livro antes, você não vai se arrepender.

“Fantasmas do século XX” São 15 contos, onde pesadelos, sobrenatural e suspense se misturam. Devo admitir que, assim como qualquer livro com vários contos, você sempre terá altos e baixos.No caso de “Fantasmas...” ele está bem equilibrado e alguns contos, no mínimo, dão aquele frio na espinha.
Os destaques vão para >> “O melhor do novo horror”, “Bobby Conroy volta dos mortos”, “A mascara do meu pai” e “Internação voluntária”.

“Nosferatu” é o livro mais sem noção que você vai ler do universo terror/fantástico. E por isso, ele continua sendo um dos meus favoritos do Joe Hill. Aqui você encontra de tudo: dimensões paralelas, a terra do Natal eterno, demônios, serial killers, violência e vingança. E apesar do titulo, você não irá encontrar nenhum vampiro. Mesmo com mais de 600 paginas ele não perde a ação e tem muitas reviravoltas. Também é cheio de referencias à cultura pop e até cita a obra de seu pai! Vale a pena ler antes que vire alguma adaptação sem graça e sem o mesmo impacto do livro.

“Mestre das Chamas” não possui uma trama inédita e até Joe Hill deixa isso claro no próprio livro. Eu sei...é um pouco difícil de explicar, mas é dessa maneira que ele conquista o leitor. Joe Hill sabe criar personagens cativantes tão bem como seu pai. Impossível não torcer por um final feliz para os personagens principais: a enfermeira Harper Greyson, o bombeiro John Rookwood e o garoto Nick Andros. Existem referencias/inspirações diretas as obras de Ray Bradbury, J.K. Rowling e também ecos da obra de Stephen King, “A dança da Morte”. A história começa com uma pandemia, onde as pessoas pegam uma doença chamada Escama de Dragão, ninguém sabe como ela se espalha, mas em pouco tempo as pessoas infectadas sofrem combustão espontânea.

Joe Hill descreve muito bem como o mundo começa a se transformar a partir de grandes crises e como as pessoas podem ser cruéis umas com as outras.Primeiro vem o medo, depois o ódio e então matar aquilo que é uma ameaça.Em alguns momentos a historia trava, algumas descrições desnecessárias e histórias paralelas que não fazem diferença alguma para a trama podem tornar a leitura cansativa. Mas não desista, porque o final mesmo não sendo feliz (opss !!!) não é decepcionante e você até fica com aquela sensação de que a história tem que continuar. Os direitos autorais já foram vendidos e estão em negociação para uma serie de televisão.




A carreira de escritor de Owen King é mais recente, mas ele já contribuiu para várias antologias de contos de mistério e suspense e uma graphic novel. Além de ter dois livros publicados; "We're All in this toguether: A Novella and Stories" (2005) e "Double Feature" (2013). Sem previsão para o mercado brasileiro até o momento.

"Belas Adormecidas"  >> Nunca li nada do Owen King. Já li outros livros escritos a quatro mãos: “O Talismã” SK & Peter Straub, “Belas Maldiçoes” Neil Gaiman & Terry Pratchett. Se dá para descobrir quem escreveu o que? Sim. Se você é um leitor/fã de qualquer autor sabe que ele tem um estilo, alguns vícios de narrativa e maneiras de descrever lugares e personagens.

A idéia de “Belas...” é excepcional. As mulheres adormecem, um casulo se forma ao seu redor e nem pense em tentar tira-lo! Essas mulheres que entram em um sono profundo são “transportadas” para um mundo paralelo, sem homens. Lá, elas aprendem a conviver, esquecer suas diferenças passadas e começar a criar uma nova sociedade.Que legal não é mesmo? Só que do "outro lado" seus corpos estão sobre a proteção ou a mercê de homens inconformados com toda essa situação. Alguns cometem suicídio, outros escondem suas mulheres e filhas e outros querem destruir os casulos/mulheres porque elas podem ser potencialmente perigosas. Nada muito diferente dos tempos atuais...

Mas, infelizmente a trama não se desenvolve da maneira que deveria. Da metade para o final do livro a historia fica monótona, a narrativa se perde ou se repete. A linha de tempo fica confusa, especialmente quando estamos no mundo das mulheres, e o timing do que está acontecendo entre os dois mundos está desconectando de muitas maneiras. São muitos os personagens, alguns bem desnecessários e quase no final da trama aparecem mais! Já li calhamaços como “Dança da Morte”, “IT” e “Sob a Redoma” com personagens suficientes pra encher a arquibancada de um estádio de futebol, e mesmo assim, lembro da personalidade de muitos, porque a maioria me cativou de alguma maneira. Os personagens de “Belas...” não conseguiram o mesmo efeito, todos eles são apresentados de maneira breve e no fim você não consegue criar empatia por nenhum deles. Uma pena, porque quando você chega nas ultimas paginas do livro pensa: “Nossa, consegui terminar !” ao invés de “Que pena, queria ler mais !”  




A ESTRADA DA NOITE (2007)
AUTOR : JOE HILL 
EDITORA : ARQUEIRO 
ISBN : 9788599296134

ALMALDIÇOADO (2010)
AUTOR : JOE HILL
EDITORA : ARQUEIRO 
ISBN : 9788580413595

FANTASMAS DO SECULO XX (2005)
AUTOR : JOE HILL
EDITORA : ARQUEIRO
ISBN : 9788599296295

NOSFERATU (2013)
AUTOR : JOE HILL
EDITORA : ARQUEIRO
ISBN : 9788580412970

MESTRE DAS CHAMAS (2016)
AUTOR : JOE HILL
EDITORA : ARQUEIRO
ISBN : 9788580417135

BELAS ADORMECIDAS (2017)
AUTORES : STEPHEN KING & OWEN KING
EDITORA : SUMA DE LETRAS
ISBN : 9788556510518

sábado, 20 de janeiro de 2018

Biblioteca Stephen King



Todo bom fã de SK tem aquele livro, que já leu no mínimo duas ou mais vezes e está um pouco acabadinho, com as páginas amareladas e a capa amassada. E sempre pensa em comprar uma nova edição para poder reler ou simplesmente colocar na estante. Mas sempre adia a compra, porque as vezes a nova capa não é tão legal quanto a anterior, a diagramação ficou estranha, o papel não é de boa qualidade... ou está sem dinheiro mesmo.

Quando soube do relançamento dos livros clássicos de SK em edição de capa dura, com material extra e principalmente: edições que estavam esgotadas há anos e que custam uma fortuna em sebos virtuais. Meu primeiro pensamento foi >> Preciso ter ! Não importa se essa é a terceira edição de “O Iluminado” que vou comprar. Ainda mais quando você descobre que o livro contem o manuscrito original, que foi cortado na primeira versão e que até o próprio autor dava como perdido. 
E lá vamos nós reencontrar nossa querida família Torrance no Hotel Overlook pela quarta vez! 

O livro “A Hora do Lobisomem” foi lançado em uma única edição pela editora L&PM  em 1987 e era raríssimo de se encontrar. As incríveis ilustrações de Bernie Wrightson, colaborador de longa data de SK em diversas obras e também cocriador da H.Q “Monstro do Pântano” estão no livro. Assim como as ilustrações inéditas e exclusivas dos brasileiros Rafael Albuquerque, Rebeca Prado, Lucas Pelegrinetti e Giovanna Cianelli. 

*** Curiosidades sobre “A Hora ...” a ligação indireta com “Under the Dome” e ligação direta com a “Torre Negra”. Sem mais spoilers.  
 
O livro que SK escreveu e não se lembra: “Cujo”! Lançado no Brasil no começo da década de 1980 pela editora Record e hoje vendido na internet por preços totalmente sem noção. Hoje, você pode compra-lo por um valor justo e também vem com um extra: entrevista de SK para a revista “The Paris Review”  

Com o sucesso de vendas desses três livros a Suma de Letras tem planos para continuar com a Biblioteca SK. Um dos próximos títulos é o também esgotado, “A Incendiaria”, que provavelmente será lançado no primeiro semestre de 2018. E vamos aguardar por mais, porque sempre tem espaço na estante para o Mestre! 


O ILUMINADO ( BIBLIOTECA STEPHEN KING ) 
AUTOR : STEPHEN KING
EDITORA : Suma de Letras
ISBN : 9788556510464

A HORA DO LOBISOMEM ( BIBLIOTECA STEPHEN KING ) 
AUTOR : STEPHEN KING
EDITORA : Suma de Letras
ISBN : 9788556510402

CUJO ( BIBLIOTECA STEPHEN KING ) 
AUTOR : STEPHEN KING
EDITORA : Suma de Letras
ISBN : 9788556510259

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

GUIA DE LEITURA _ Jo Nesbo e Harry Hole



Quando você pensa em histórias de detetives sempre lembra dos personagens clássicos: Sherlock, Marlowe, Poirot, Espinosa, Miss Marple.

Eles conseguem ser tão convincentes em suas excentricidades, inteligência, astúcia, defeitos e qualidades que já foram confundidos com pessoas reais e algumas vezes o nome de seu criador nem é lembrado.

Quando Arthur Conan Doyle matou Sherlock Holmes no conto “O problema final”, nunca imaginou que seus leitores ficariam tão revoltados com a morte do personagem. O escritor era abordado na rua e recebia cartas e mais cartas pedindo uma explicação sobre a morte prematura de Holmes. A verdade era que Doyle estava cansado do personagem e escrever somente sobre o detetive restringia sua criatividade. Chegou a dizer para sua mãe: “Sherlock  priva minha mente de coisas melhores” (?!?)

Não adiantou.
O criador virou escravo de sua criatura e Doyle teve que “ressuscitar” Sherlock.

Será que acontecerá o mesmo com Jo Nesbo e seu detetive Harry Hole ? 
O próprio escritor já declarou que um dia terá que dar fim ao personagem e não vai ter volta. Ele disse isso na época do lançamento do oitavo livro:“O leopardo” mas até agora, já estamos no décimo primeiro livro da saga e Harry Hole ainda está vivo.



GUIA DE LEITURA >>>

Quem é Harry Hole ? 
Posso começar a ler “Boneco de Neve” antes dos outros livros ? 
Existe uma ordem de leitura? 

Estas eram as perguntas que eu mais respondia na época em que trabalhava na livraria.
O publico leitor de suspense já estava cansado da mesma receita usada nos romances policiais americanos: investigação, ação/porrada, desfecho sem graça e previsível. E começa a mudar seu gosto depois que passa a ler e conhecer os escritores escandinavos: Mankell, Indridason, Lackberg e Larsson. Autores que trouxeram um estilo de escrita mais lento, descritivo, tramas mais elaboradas, personagens complexos e mortes ultraviolentas. Jo Nesbo consegue misturar o melhor dos dois mundos: ação e porrada com a as tramas elaboradas e mortes violentas. E cria o detetive mais carismático, problemático, alcoólatra e sangue nos olhos da literatura   

Vamos as respostas :

Harry Hole é uma mistura de muitos detetives da literatura e da televisão também.Mas se for para comparar, ele é a versão hardcore de Philip Marlowe; personagem criado por Raymond Chandler na década de 1940.

Harry é o típico detetive galã decadente, fuma, bebe muito, muito mesmo! Tem poucos amigos, uma namorada que já o dispensou algumas vezes e vários fantasmas que o assombram. Mas é o melhor detetive da Noruega e o único que consegue entender e desvendar os crimes mais violentos.

A escolha do ator Michael Fassbender para encarnar o personagem nas telas foi o mais acertado da história do cinema. As características de idade e porte físico são as mesmas de Harry Hole. E se o primeiro filme for um sucesso, Fassbender vai interpretar o detetive por um bom tempo.Vamos esperar!

Posso ler “Boneco de Neve” antes dos outros livros ?

Sim ! Pode ler sem problema.
Nesse livro as características do personagem estão bem definidas. Ao longo da história vamos descobrir que Harry é um cara amargurado e desconfiado. Que não está mais com o grande amor de sua vida e tem umas “tretas” com alguns colegas de trabalho.Também descobrimos o quanto seu alcoolismo pode prejudicar e as vezes até ajudar (?) nas investigações. O livro possui as mortes mais bizarras e insanas que você irá ler em um romance policial.

Na maioria dos livros de suspense você tem duas ou três “viradas” na história. A “virada” é aquela hora que você já juntou todas as pistas, prestou atenção em todos os detalhes e já sabe até quem é o assassino....só que não !!! Jo Nesbo sempre dobra esse numero em praticamente todos os seus livros. Genial.


Existe uma ordem de leitura, posso começar por qualquer livro?

É interessante começar pelo primeiro:“Morcego” 
Mas não é necessário.
Todos os livros antes de “Boneco de Neve” possuem histórias independentes.Você vai entender perfeitamente o que está acontecendo na trama. Existem referencias de casos passados mas não são spoilers e Nesbo sempre tem o cuidado de reapresentar os personagens que fazem parte da vida do detetive e apareceram nos livros anteriores.

Depois de “Boneco de Neve”, Nesbo começou a conectar mais as histórias tanto que os livros “Leopardo” e “Fantasma” seguem quase como uma seqüência e “Policia” só quem já leu pelo menos uns cinco livros da série vai entender a trama.

A editora Record nunca seguiu a ordem de lançamentos dos livros da saga Harry Hole.
Os primeiros livros faziam parte da antiga Coleção Negra: “Garganta Vermelha” e “A casa da dor”, terceiro e quarto livro respectivamente. 
“A estrela do diabo” e “O redentor” você pode ter a sorte de encontrar em algumas livrarias e sebos: mas por enquanto todos estão esgotados na editora. Provavelmente com a estréia do filme estas edições serão relançadas com novas capas e poderemos completar nossas coleções.

EXTRA >>>  Book trailer do Boneco de Neve  


Jo Nesbo e sua pequena estante de livros 



quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Stephen King e as Mulheres




Todo romancista tem seu estilo, sua maneira de contar a história, de nos guiar pelo universo que ele criou e nos apresentar seus personagens.
Quando viramos fãs desse escritor percebemos todas essas pequenas nuances, sabemos mais ou menos como a história irá se desenrolar, podemos ter ótimas surpresas e grandes decepções e mesmo ao final do livro, reclamando ou aclamando, nós sempre queremos mais. E quando esse mesmo autor nos mostra um novo livro, lá estamos nós na fila pra comprar.

É assim com grande parte dos fãs de Stephen King que já conheci. Temos discussões acaloradas sobre os melhores e piores finais, adaptações para seriados e cinema. Mas parece que sempre entramos em consenso sobre uma coisa, o quanto as personagens femininas são fortes e predominantes em boa parte da obra de King.

Talvez tudo começou com algo inconsciente, algo que Freud explicaria ? Quem sabe.

Quando o pai de SK foi embora de casa deixando dois filhos, Stephen com 2 anos e David com 4, quem teve que segurar a barra sozinha foi a mãe, que se tornou a base para a formação, de muitas maneiras, do escritor que conhecemos hoje.

A mãe de SK era uma leitora voraz e quando tinha algum tempo para ficar com os filhos - geralmente trabalhava mais de 10 horas por dia para sustentar a família - sempre lia histórias e contos de terror para os dois. Já na adolescência, quando SK começa a escrever e sua mãe o incentiva “comprando” estes contos, a qual ela pagava alguns centavos por histórias inéditas.

No livro “Sobre a escrita” King conta essa história na primeira parte, que é uma mini biografia.Você percebe o quanto SK reconhece e admira sua mãe e como isso reflete nas personagens ficcionais que ele criou durante todos esses anos. São mulheres que vão sofrer, são prejudicadas de várias maneiras, abusadas algumas vezes mas estão sempre prontas pra luta e na maioria das vezes ganham a batalha.

E não podemos esquecer de sua esposa Tabitha, que segundo ele conta foi amor a primeira vista, ou risada.

“Em um dia quente de verão, no fim de julho, um bando de ratos de biblioteca almoçava no gramado que ficava atrás da livraria da universidade.Sentada entre Paolo Silva e Eddie Marsh estava uma garota linda, com uma risada rouca, cabelos tingidos de vermelho e as pernas mais lindas que eu já tinha visto na minha vida sob uma minissaia amarela. Eu nunca tinha esbarrado com ela na biblioteca e não acreditava que uma estudante universitária pudesse ter uma risada tão maravilhosa e destemida.(...) O nome dela era Tabitha Spruce. Nós nos casamos um ano e meio depois.”

Tabitha também teve um papel crucial na recuperação de King, principalmente quando, no inicio do sucesso ele começou a pegar pesado com as drogas e álcool. Segundo o próprio escritor, sua mulher teve que segurar um verdadeiro rojão ao ter que cuidar de 3 crianças e um marido viciado e SK agradece até hoje por sua mulher não ter desistido dele.

Stephen King estava anos luz antes do termo “empoderamento feminino” existir.

Em todos os livros da obra de SK que já li - e não são poucos – nunca vi uma personagem feminina ser apenas a vitima, a personagem de apoio, a mocinha pronta pra se apaixonar ou servir apenas como objeto sexual.

Na matéria abaixo - "As mulheres..." -  está uma lista das suas principais personagens femininas, muitas protagonistas inesquecíveis da literatura e algumas vezes bem representadas no cinema também.

Boa Leitura !   

sábado, 7 de outubro de 2017

Guia de Leitura _ As Mulheres de Stephen King




Wendy Torrance >“O Iluminado”>> Se você só viu o filme, por favor, leia o livro e tire para sempre a imagem da mulher histérica, gritando apavorada pelos corredores do Hotel Overloock. A personagem interpretada pela atriz Shelley Duvall, que há alguns anos contou a tortura psicológica que sofreu pelo diretor Stanley Kubrick para dar mais “dramaticidade” as cenas,  jamais teria passado por nenhum trauma se o roteiro seguisse corretamente o livro. A atriz interpretaria uma mãe forte que protege seu filho de um marido alcoólatra logo no começo do livro e durante todo o processo da crescente loucura de Jack Torrance ela está ciente que algo está errado e não tem medo de enfrenta-lo.
Stephen King fala sobre o Iluminado de Kubrick


Annie Wilkes >“Misery”>> Sem sombra de dúvida, a personagem mais louca e psicopata de todas criada por King. Não deixa de ser uma mulher forte, a fã numero um que todo escritor quer ter bem longe, de preferência em um manicômio.

Dolores Claiborne >“ Eclipse Total”>> Não é qualquer escritor que escreve em primeira pessoa como uma mulher e convence, mas mestre que é mestre sabe o que faz. A personagem Dolores é uma mulher com mais de 60 anos que já passou por muita coisa e luta com a vida que leva, acusações, sua família e suas memórias. É uma das narrativas mais intimistas e dramáticas escritas por King.

OBS >>  A incrível atriz Kathy Bates interpretou as duas personagens no cinema. E mesmo com uma adaptação aqui e ali, os filmes seguem exatamente a narrativa dos livros.

Sophia Lillis >“IT_A Coisa”>> Essa menina sofre, sofre e sofre, mas continua em pé e lidera uma turma de meninos para matar um palhaço assassino dos infernos. Existem algumas diferenças entre o filme e o livro, onde as cenas são mais chocantes e violentas, principalmente o bullying na escola e o abuso do pai. E pensar que SK escreveu a história muitas décadas antes do chamado empoderamento feminino aparecer na mídia ...      

Susannah Dean/Odetta Holmes/Detta Walker > "A Torre Negra”>> Uma das minhas personagens preferidas. Inicialmente conhecemos a história de Odetta, uma jovem ativista do movimento dos direitos civis dos negros nos anos 1960. Em sua juventude foi vitima de uma tentativa de assassinato que causou a perda de suas pernas e a deixou em coma. Quando Odetta acorda, uma segunda personalidade vem à tona: Detta Walker. Sarcástica, desbocada e sempre pronta pra briga. O que pode ser de grande ajuda em alguns casos e um perigo em outros.Quando a personagem encontra Eddie Dean e os dois se apaixonam, ela adota o nome de Susannah e a personalidade Detta fica em  repouso por algum tempo. Uma mulher com personalidade forte e independente, ela é essencial para toda a construção da mitologia da Torre Negra.  

Susan Delgado > “A Torre Negra” >> A linda garota do baronato de Mejis encontra com o jovem pistoleiro Roland e os dois se apaixonam de imediato. Não é só isso não ! Susan é uma das peças indispensáveis dentro de um arco da história onde a personalidade de Roland é formada.
Ela também tem alma de guerreira e, ao tentar ajudar Roland a proteger o vilarejo coloca sua própria vida em risco. A historia de Susan é contada no livro “Mago e Vidro”, quarto volume da serie. Todos sabemos que SK não é lá muito romântico, mas aqui temos as passagens mais apaixonantes da sua literatura, e quando ele descreve a cena de amor entre os dois personagens, duvido que você não se emocione.   
 
Jessie Burlingam > “Jogo Perigoso”>> Leia “Jogo Perigoso” e pense três vezes antes de usar algemas na cama para apimentar a relação. O casamento de 20 anos de Gerald e Jessie não está lá muito bem, principalmente na parte sexual, então Gerald tem a brilhante idéia de algemar sua mulher na cama mas a coisa sai fora do controle e ele morre. Imagine estar amarado em uma cama, com um morto ao seu lado, sem roupas, um copo de água em uma escrivaninha e as chaves das algemas fora de seu alcance. Isso sem contar que aparece uma cara no meio da noite só pra verificar quando você vai morrer? Sem mais spoilers.

Donna Trendon > “Cujo”>> Outra mãe que tenta proteger seu filho, só que desta vez é do diabo em forma de cão. Até hoje SK não lembra muito bem como escreveu esse livro.Era a época em que ele estava pegando pesado com as drogas e o álcool e também na qual mais recebeu o apoio de sua esposa Tabitha para sair dos vícios.

Bobbi Anderson > “Os Estranhos”>> A personagem é quase uma versão feminina de SK e reflete bem a crise da dependência das drogas que o autor viveu. Uma poeta/escritora  alcoólatra que se isola em uma casa na floresta para enfrentar seus medos e acaba encontrando uma nave alienígena no quintal. Como é que é ?!?! É isso mesmo! Mais um livro da época sombria do escritor e um dos mais sem noção também. O que salva são os pensamentos e questionamentos da personagem, onde podemos ver o brilhantismo da escrita de King dar o ar da graça nesse livro de 600 páginas.

Lisey Landon > “LOVE – A historia de Lisey”>>Não é um dos meus livros favoritos mas possui boas passagens e algumas bem comoventes. Lisey é viúva de um escritor famoso e não consegue seguir em frente mesmo depois de 2 anos da morte do marido. Quando Lisey começa a descrever a relação com Scott e o quanto ela está perdida e desamparada sem ele, consegue nos cativar e assim damos continuidade a leitura. Tem uma reviravolta do meio para o final que fica um tanto estranha, mas é nesse ponto que a personagem mostra toda sua força.  

Carrie White > “Carrie, a estranha”>> Foi a primeira protagonista escrita por SK e uma das mais famosas. O manuscrito foi parar na lata do lixo e SK agradece até hoje sua esposa por salva-lo, apostar na história e insistir para termina-la. Carrie é baseada em várias garotas que o escritor conheceu na juventude. Meninas que sofriam bullying, eram abusadas pelos pais e sofriam em silencio. Foi nessa hora que ele pensou: e se elas pudessem se vingar? O que fariam?

Charlie McGee > “A incendiaria”>> Esse foi o terceiro livro do King que li quando eu tinha meus 13/14 anos. A personagem era uma criança com poderes paranormais e colocava fogo em qualquer coisa que via na sua frente. Mesmo sendo adolescente na época, não me identifiquei com a personagem. A historia também era confusa, tinha algo com experiências genéticas _alguém disse X-Men ? _ e acho que só terminei a leitura porque era um verdadeiro desafio chegar ao final de um livro com mais de 300 páginas. Mas tem seu mérito, principalmente por colocar uma menina como protagonista de um livro de terror.     

*** Estes são os romances que li até hoje. Existem muitas personagens femininas protagonistas em vários outros livros de contos de SK que não estão aqui. Mas posso fazer uma nova lista no futuro, quem sabe ?!?